Depois de ser preso e solto, o ex-vereador Henrique Barros protocolou sua carta de renúncia no dia 24 de janeiro de 2008. Segundo ele, o motivo é unicamente sua preocupação com o processo político de cassação instaurado na casa. Segundo ele, poderia haver um julgamento precipitado, sob a indesejável e indevida influência dos fatos que foram veiculados pelos meios de comunicação. Leia a carta na íntegra.

O ex-vereador afirmou a imprensa local que sua prisão era uma armação política. Mas até o momento não veio a público nenhuma revelação sobre detalhes ou quem poderia ter armado para cima dele. Continuamos no aguardo. Por outro lado, outros vereadores também foram citados pelo Ministério Público (veja a denúncia) e até agora pouco se manifestaram: Orlando Bonilha (PR), Flávio Vedoato (PSC), Osvaldo Bergamin (PMDB) e Renato Araújo (PP).

A comissão de ética da câmara convocou o ex-vereador, os vereadores citados e também os empresários que teriam sido vítimas (ou cúmplices?) do esquema armado.

O interessante foi a briga pra ver quem fica com a vaga de Barros. Os dois suplentes diretos (Antenor Ribeiro e João Dib Abussafi) deixaram o PMDB e foram para o PP. Por conta disto, o PMDB julgava que a vaga seria direito do terceiro suplente: Miguel Pereira, que continua no PMDB. No entanto, a Justiça Eleitoral informou que a vaga é de Antenor Ribeiro, porque nenhum dos dois que deixaram o partido estão sofrendo processo em decorrência da desfiliação partidária sem justa causa.

O engraçado também é que Antenor Ribeiro (que já foi quatro vezes vereador) é réu em ação civil pública por improbidade administrativa. Sim, ainda não foi julgado e sabe-se lá quando será concluída a investigação e o julgamento da ação.

Mais uma: Bonilha fez pedido para o arquivamento da investigação interna por falta de provas. Ou ele acha que tem coisa mais importante pra ser decidida e feita pela câmara e por isso, não deve-se perder tempo com a investigação, ou… ?

Segundo o JL, Henrique Barros declarou que entregou R$ 10 mil a Bonilha para viabilizar uma alteração no Código de Posturas para permitir o funcionamento do Mercado Guanabara (zona sul) por 24 horas. No mesmo depoimento, também afirmou ter entregado outros R$ 12 mil a Bonilha, que deveriam ser divididos com os outros vereadores, provenientes de negociação com o empresário Carlos Messas. Messas estaria interessado em obter mudanças no zoneamento para a implantação de um loteamento em Londrina.

E o povo ó…

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