Thiago, Pé-Vermelho por Opção

Opiniões sobre Londrina e hábitos londrinenses

Padrões Web são conceitos importantíssimos no processo de Desenvolvimento de Sites.
Compreender e aplicar corretamente estes padrões fazem a diferença na construção de websites mais acessíveis, usáveis e eficientes. Além disso, garante mais qualidade técnica aos profissionais e agências digitais que os adotam.

Os padrões web (também conhecidos como web standards) não são definidos apenas pela W3C. Muitos acham que somente os padrões XHTML e CSS são padrões web. Eles são, de fato. Porém, muitos outros padrões, definidos por outras entidades, colaboram e influenciam o processo de desenvolvimento de sites e deste modo, devem ser também conceituados como padrões web. Os próprios padrões definidos pela W3C citam e utilizam muito desses outros padrões definidos por outras entidades. Eles deram base para a criação da HTML, da CSS, das linguagens de programação server-side e até mesmo da contrução dos servidores web.

Alguns padrões são bastante antigos, como aqueles criados e mantidos pela IEEE (Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos) e IETF (Força Taregaz de Engenharia de Internet). A IEEE, que é a maior organização profissional do mundo, define padrões para formatos de computadores e dispositivos, como por exemplo os padrões de rede 802.x (com ou sem fio). A IETF preocupa-se com a arquitetura da internet e define padrões como os protocolos HTTP, TCP, tipos de mídia (MIME Type) e URIs.

Há também padrões não tão antigos e até muito recentes, como os definidos pela ISO (Organização Internacional para Padronização) e pela IEC (Comissão Eletrotécnica Internacional). Estas entidades definiram os padrões de códigos para representação de nomes de línguas (ISO 639), de países e subdivisões (ISO 3166), de data e hora (ISO 8601), codificação de caracteres (ISO 8859), a linguagem SGML, da onde derivou o HTML (ISO 8879), o Unicode (ISO 10646), o PDF, o PNG (ISO/IEC 15948), o EcmaScript (ISO/IEC 16262) – que deriva o JavaScript e o ActionScript, a  UML, o ODF e o OOXML.

Além destas, outras entidades e grupos criam a todo momento novos padrões. Como os recentes  microformatos, os feeds RSS, os sitemaps (criado com a união da Microsoft, Google e Yahoo), o GML e o KML (usados para localização geo-espacial – GoogleEarth).

Todos estes formatos colaboram na convergência de uma internet mais rica e organizada. Por esta razão, o profissional de desenvolvimento web deve estudá-los e compreendê-los.

Aproveito o artigo para informar que, o governo brasileiro, através do Departamento de Governo Eletrônico lançou a versão 2.0 da cartilha Padrões Brasil e-Gov. É um documento com recomendações para Codificação de páginas, sítios e portais da qual tive o prazer de poder colaborar e contribuir com sugestões e correções.

O departamento planeja ainda, lançar documentos com conteúdo sobre administração, usabilidade, desenho e arquitetura de conteúdo, redação (webwriting) e modelos de arquivos nos próximos meses. Isso é muito bom e mostra o empenho do nosso governo em garantir que sítios e portais desenvolvidos e mantidos pela administração pública sejam fáceis de usar, relevantes e efetivos.

Termino o post lembrando que, o Curso de Desenvolvimento de Sites com Padrões Web oferecido pela UTFPR Campus Londrina (e apoiado pela APRADi) trata todos estes assuntos e abrirá nova turma neste segundo semestre. É uma boa oportunidade pra quem quiser se aprofundar um pouco mais nestes padrões. É isso!

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  • O Google tornou público ontem um projeto entitulado Google Doctype. Na realidade parece ser um projeto interno do Google Code. O G Doctype é uma espécie de Wikipedia, onde os usuários poderão inserir e editar informações de referências sobre desenvolvimento web.

    Segundo o Google, o objetivo é reunir referências e tutoriais a cerca das tecnologias de padrões web, como HTML, JavaScript, CSS, etc. Além disso, procurará conter gráficos de compatibilidade entre navegadores e opções de download (através de clientes svn) do conteúdo nela publicado.

    O Google Doctype deverá conter informações apenas sobre tecnologias abertas. Tecnologias proprietárias, como Adobe Flash, Microsoft Silverlight, Apple QuickTime ou ActiveX não serão o foco do projeto.

    Conheça a nova referência para desenvolvimento web.

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